Uma expressão idiomática ou expressão popular é uma expressão que se caracteriza por não ser possível identificar o seu significado através das suas palavras individuais ou do seu sentido literal. Desta forma, também não é possível traduzi-la para outra língua de modo literal.
Essas expressões geralmente têm origem na gíria, na cultura e peculiaridades de diversos grupos de pessoas, seja pela região, profissão ou outro tipo de afinidade.
Comecei esta recolha quase por acaso. Ao pesquisar a origem de “save by the bell” – salvo pelo gongo- e “raining cats and dogs“ – chover a potes – apercebi-me de duas coisas: primeira – as expressões idiomáticas têm origens e explicações engraçadas; segunda – não havia nenhum blogue especializado nelas.
Assim, a 19 de Janeiro de 2007, inaugurei o tira-teimas com: o primeiro milho é dos pardais. Não foi inocente a escolha.
A partir daí, nunca mais parei. Nunca esperei encontrar tantas expressões, muito menos que me começassem a citar e, nalguns casos, a plagiar.
A recolha das expressões idiomáticas é feita através de pesquisas na net, em dicionários ou em livros especializados (ver a página BIBLIOGRAFIA). Menciono sempre, no final dos posts, onde encontrei a explicação e a imagem, à excepção de uma ou duas expressões em que, por descuido, distracção ou aselhice, perdi o norte à hiperligação.
Expressões idiomáticas e/ou populares, frases feitas e idiotismos, acompanhados do respectivo significado e origem, que podem encontrar neste blogue (sempre em expansão):
#Não passar da cepa torta
#Não meter prego sem estopa
#Ir com os porcos
#Fazer espécie
# Dar a mão à palmatória
# Fazer gazeta
# Sem apelo nem agravo
# Estar frio para burro
# Ser um fiasco
# A pensar morreu um burro
# Conhecer de ginjeira
# Fazer trinta por uma linha
#Fazer a folha
# Não deitar fora o bebé com a água do banho
# Andar com o credo na boca
# Andar com a pulga atrás da orelha
# Agarrar a ocasião pelos cabelos
# Comer com os olhos
# Desopilar o fígado
#Levar a carta a garcia
# Esperar por sapatos de defunto
# Dor de cotovelo
# Larga o osso
# Correr as sete partidas do mundo
# Pregar aos peixes
# Balde de água fria
# Unhas-de-fome
# À Lagardère
# Tomar a nuvem por Juno
# Olho por olho, dente por dente
# Dar trela
# Voltar à vaca fria
# Olha o passarinho!
# Esticar a canela
# Com unhas e dentes
# Amigo-da-onça
# Dar/receber luvas
# Como sopa no mel
# Espada de Dâmocles
# Troca-tintas
# Borra-botas
# Meter o rabo entre as pernas
# Fiar mais fino
# Comer gato por lebre
# Dor de burro
# Jogo de anca / jogo de cintura
# Esperteza saloia
# Ser a ovelha negra
# Estar mortinho por…
# Ter/andar com uma pedra no sapato
# Sangria desatada
# Estar na berlinda
# Colocar panos quentes
# Pela porta do cavalo
# Cor de burro quando foge
# Como sardinha em lata
# Cara ou coroa
# Agora é que a porca torce o rabo
# Pôr os pontos nos iis
# Fazer uma tempestade num copo de água
# Fenómeno do Entroncamento
# Presente de grego
# Meter o bedelho
# Passar as passas do Algarve
# Agradar a gregos e troianos
# Resvés Campo de Ourique
# Estar com a corda ao pescoço
# Andar na linha
# Paciência de Jó
# Misturar alhos com bugalhos
# De pequenino é que se torce o pepino
# Bicho de sete-cabeças
# Com o rei na barriga
# Vitória de Pirro
# Farinha do mesmo saco
# Cair que nem tordos
# Olho vivo
# Pagar o pato
# Carapau de corrida
# A Cascais, uma vez e nunca mais
# Lavar daí as mãos
# Ver passarinho verde
# Para quem é, bacalhau basta
# Estar com a corda toda
# Manga-de-alpaca
# Vai bugiar
# Deitar a alma pela boca
# Jurar a pés juntos
# Favas contadas
# Pagar as favas
# Até vir a mulher da fava-rica
# Fazer ouvidos de mercador
# Usar óculos de Penafiel
# Caixa de Pandora
# Caça às bruxas
# Fechado a sete chaves
# Ter macaquinhos no sótão
# Sorriso amarelo
# Tapar o sol com a peneira
# Estar com (ter) bichos-carpinteiros
# Ter uma saúde de ferro
# Amor platónico
# Testa-de-ferro
# Enfiar a carapuça (o barrete)
# Noiva de Arraiolos
# De partir o coco
# O pomo da discórdia
# Olhos de lince
# O canto do cisne
# Erro crasso
# Ter para os alfinetes
# Do tempo da Maria Cachucha
# À grande e à francesa
# Coisas do arco-da-velha
# Dose para cavalo
# Dar um lamiré
# Memória de elefante
# Lágrimas de crocodilo
# Não poder com uma gata pelo rabo
# Afogar o ganso
# Mal e porcamente
# Já a formiga tem catarro
# Fazer tijolo
# Fila indiana
# Andar à toa
# Embandeirar em arco
# Cair da tripeça
# Fazer tábua rasa
# Ave de mau agoiro
# Verdade de La Palisse
# Ter ouvidos de tísico
# Comer muito queijo
# Acordo leonino
# Que massada!
# Passar a mãe pela cabeça
# Gatos-pingados
# Meter uma lança em África
# Queimar as pestanas
# Perder a tramontana
# Sem papas na língua
# Andar a toque de caixa
# Dar (levar) um puxão de orelhas
# Lana caprina
# Maria vai com as outras
# O fim da picada
# Dizer cobras e lagartos
# Baptismo de fogo
# Sangue azul
# Surdo como uma porta
# Quintos dos infernos
# Vai plantar batatas
# Vira-casacas
# Há, mas são verdes
# Andar mouro na costa
# Tratos de polé
# Ao deus-dará
# Dar o nó
# Discutir o sexo dos anjos
# O busílis da questão
# É de se tirar o chapéu
# Lua-de-mel
# Ser de meia tigela
# Fazer um negócio da China
# Obras de Santa Engrácia
# Letras garrafais
# É de cabo de esquadra
# Amigo(s) de Peniche
# Ver Braga por um canudo
# Cair o Carmo e a Trindade
# Bater as botas
# É pior a emenda que o soneto
# Nó górdio
# Depois de mim, o dilúvio
# Ver-se grego
# Estar nas suas sete quintas
# Ir de vento em popa
# Tintim por tintim
# Dar de mão beijada
# O tempo da outra senhora
# Trinta-e-um
# Rir a bandeiras despregadas
# Dar graxa
# Ser mais velho(a) que a Sé de Braga
# Arrastar a asa
# Não ser flor que se cheire
# Meter a mão no fogo
# Cheio de nove horas
# Meter-se em calças pardas
# Conto do vigário
# Dar com os burros na água
# Metido numa camisa de onze varas
# De mãos a abanar
# Pôr em pratos limpos
# Comer que nem um abade
# Calcanhar de Aquiles
# Tirar o pai da forca
# Dourar a pílula
# Feito em cima do joelho
# Sem eira nem beira
# Não perceber patavina
# O pior cego é aquele que não quer ver
# Sair à francesa
# Levar (trazer) água no bico
# Ficar em águas de bacalhau
# Correr Ceca e Meca
# Isso são outros quinhentos
# Mata-bicho
# Carnaval
# Pérolas a porcos
# OK
# Quando os porcos voarem
# Quando as galinhas tiverem dentes
# Entrar com o pé direito
# Custar os olhos da cara
# Pôr as barbas de molho
# Santinho de pau oco
# Tirar o cavalo (inho) da chuva
# Salvo pelo gongo
# Sem dizer água vai
# Onde Judas perdeu as botas
# Dar às de vila-diogo
# Pontualidade britânica
# Falar pelos cotovelos
# Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes
# Para inglês ver
# Elefante branco
# A dar com um pau
# Ir para o maneta
# Ficar a ver navios
# A pensar na morte da bezerra
# O primeiro milho é dos pardais
a expressão idiomática Maria vai com as outras